sexta-feira, 18 de abril de 2008

The Hives "A melhor banda de sempre"


A música alternativa passava tempos de melancolia e aclamava por uma banda que a fizesse renascer de forma enérgica. E esse renascimento estaria para próximo.
Tudo começa em Fargersta, uma cidade sueca, quando 5 adolescentes decidem formar um grupo musical. Em 1994 iniciam uma série de concertos em torno da sua cidade, ganhando assim uma relativa popularidade. Em 1995, quase por milagre a banda e conhecida em quase todo o país nórdico de onde é proveniente, era então altura de entrar em estúdio. Em 1996 é lançado o EP "Oh Lord! When? How" que, tendo um nome estranho, viria mais tarde a assentar plenamente em toda a exuberância desta banda.
A banda havia tido um sucesso estrondoso e era altura de se estrear em formato de albúm. Em 1997 lança Barely Legal, que não tendo um sucesso avassalador, foi um albúm que ameaçou um curto circuito nas aparelhagens.
Lançado Barely Legal, passaram-se três anos sem se ouvir falar em Hives.
Mal se sabia o que estava para vir...
A indústria musical sofreu um tarramoto de elevada potência quando em 2000, as lojas são invadidas por "Veni Vidi Vicious", albúm incrívelmente estrondoso, onde se denotam facilmente os impetuosos riffs de Nicholaus Arson e a voz estonteante de Pelle Almqvist, e de onde saíram eternos hinos como: "Hate To Say I Told You So", "Die, All Right!" e "Main Offender".
Depois de "Veni Vidi Vicious" os ter projectado para um patamar elevado do panorama musical, os Hives lançavam "Tyrannosaurus Hives", albúm que continuando com guitarras fervilhantes e ritmos contagiantes e alucinantes, solta temas como "Antidote" e a mais que aclamada "Walk Idiot Walk!". Os Hives viviam tempos dourados. Chega então, a contagem decrescente (tick, tick, tick, tick...BOOM!!), 2007 para os Hives, ano esse que seria marcado pelo preto e o branco, não se chamasse o novo albúm "The Black and White Album". A justificação para este título foi dada por Pelle numa entrevista: "...se os metallica fizeram um black album e os Beattles um White, só existe uma banda capaz de fazer um que seja superior a esses dois juntos...". Arrogante mas realista, Pelle e um elemento fundamental para o carisam desta banda. Em relação ao albúm revela-se imensamente enérgico, como podemos comprovar em "Tick Tick Boom". Electrizante e avassaladora, assim promete continuar esta banda que já assumiu um papel fundamental no panorama musical.
"A melhor banda de sempre", assim se auto-proclamam. Se são a melhor não sei mas são certamente uma das melhores bandas da actualidade.






Divulgação: Rita Redshoes

A música conta com grandes bandas e artistas, e a esse extraordinário leque acaba de se juntar uma importante peça.
Rita Pereira de nome, Rita Redshoes em palco, esta senhora veio acrescentar uma nova dinâmica à música portuguesa. Ofereçendo músicas onde podemos ouvir um bonito piano e a sua melodiosa voz, o seu primeiro albúm "Golden Era" vem com uma expectativa de sucesso bastante boa, possuíndo faixas deliciosas como "Choose Love" e "Minimal Sounds".
Portanto, para quem estiver à procura de um albúm relaxante e de imensa qualidade, aqui fica a minha recomendação: Rita Redshoes- "Golden Era".

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Editors- perfeccionismo indie

A música é feita de lendas e referências que influenciam de forma evidente novos projectos. Qual é a pessoa que nunca ouviu falar dos lendários Joy Division e do seu mítico líder Ian Curtis? Muito provavelmente, muita gente já terá tido o prazer de ouvir Interpol e a marcante voz de Paul Banks. E se no meio dessas duas bandas se encontrasse um valioso tesouro?
Falo de Editors. Formados na cidade inglesa de Birmingham por Tom Smith, Ed Lay, Russ Leetch e Chris Urbanowicz, esta banda teve nomes como: The Pride ou Snowfield, acabando por apenas se definir como Editors em 2004 ao assinarem um importante contrato discográfico.
O potencial presente naquele grupo de universitários ingleses aguardava por se mostrar ao mundo. Essa montra abriu-se com "The Back Room", albúm que conta com potentes faixas como: Lights, Blood, Munich e Bullets, especialmente marcadas por virtuosas guitarras e pela intensa voz de Tom Smith. Este albúm obteve muito boas críticas, servindo de passaporte aos Editors para grandes palcos europeus.
Haviam passado dois anos, e chegava às lojas a confirmação da qualidade desta banda. Essa confirmação tinha por nome "An End Has A Start", albúm que, na minha opnião, acabando por ser inferior ao anterior, nao deixa de ter faixas agradáveis como: Smokers Outside The Hospital Doors que invadiu todos os meios de comunicação social e onde nos podemos deliciar com reflecções de Tom no piano. Tem também outras faixas intressantes como An End Has A Start e Racing Rats. No geral considero um albúm muito bem conseguido.
Mudando de assunto, os Editors apesar de todo o seu reconhecido valor, foram ao longo do tempo sujeitos a implacáveis associações a Joy Division e Interpol. Quanto a isso tenho apenas duas coisas a dizer: primeiro, todas as bandas são influenciadas pela banda de Control, nem que mais não seja por toda a filosofia de vida que girou a volta de Curtis, e segundo, os Editors e Interpol não têm culpa de ambas terem vocalistas com vozes bastante marcantes (já que isso parece ser o único argumento de semelhança usado por esses indivíduos), aliás, isso só é bom para o panorama musical.
Deslizando por fortes sonoridades Indie, assim vão os Editors marcando a sua posição no panorama musical.

Divulgação- Vampire Weekend

Quando falamos em Indie Rock, o nosso pensamento é, de imediato, invadido por nomes sonantes como Babyshambles e os próprios Libertines, assim como os meninos bonitos do Indie: Arctic Monkeys.
Mas desta vez irei falar de uma banda que na minha opinião irá dar cartas no panorama alternativo, podendo ascender a grandes palcos. Falo dos talentosos Vampire Weekend. Formados em Nova Iorque, esta banda acaba de lançar o seu primeiro trabalho discográfico, intitulado tambem de "Vampire Weekend". Este albúm explora evidentemente metodologias indie, acabando por fazer lembrar Sunset Rubdown. Simples mas eficazmente divertido, desta forma classifico este trabalho que promete dar que falar. Aqui fica o alinhamento do primeiro trabalho desta banda.

1. "Mansard Roof" – 2:07
2. "Oxford Comma" – 3:15
3. "A-Punk" - 2:17
4. "Cape Cod Kwassa Kwassa" - 3:33
5. "M79" – 4:14
6. "Campus" (Rostam Batmanglij, Koenig) – 2:55
7. "Bryn" – 2:12
8. "One (Blake's Got a New Face)" – 3:11
9. "I Stand Corrected" – 2:38
10. "Walcott" – 3:39
11. "The Kids Don't Stand a Chance" – 4:03
12. "Ladies of Cambridge" -2:39
13. "Arrows" - 3:04

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Fake Prophet Of Joy Division


Faço esta entrada para informar os meus visitantes da existência de um blog muito intressante que tem por nome "Fake Prophet Of Joy Division".
Neste blog irão poder ver bastantes criticas cinematográficas feitas por um amante desta vulgarmente chamada sétima arte.
Aqui, fica a hiperligação de um blog que aprecio imenso.
http://thefakeprophetfromjoydivision.blogspot.com/

Bloc Party - Genialidade Alternativa



Não poderia deixar de dar o protagonismo da primeira entrada que realizo neste blog, a uma das minhas bandas favoritas. Falo dos ingleses Bloc Party.
Formados em Essex, esta banda nasceu da vontade de Kele Okereke e Russell Lissack de fazerem música, e teve como nome inicial "Union". Passado algum tempo junta-se a banda Gordon Moakes, para ocupar a vaga de baixista, bem como o espectacular baterista Matt Tong. O seu nome actual só foi defenido em 2003, e desde aí começaram um intensivo esforço creativo.
Os Bloc Party têm dois trabalhos editados. O primeiro "Silent Alarm" é na minha opnião uma clara demonstração da forte potencialidade deste grupo. Entrando por caminhos claramente alcatroados por rock alternativo e pos-punk, este album explora em muito a genialidade musical de Kele Okereke, nao desvalorizando de modo algum a excelente prestação de Matt Tong e os vistosos efeitos soltos pela guitarra de Russel. Para minha tristeza, é inevitável falar da pouca qualidade de Gordon, na medida em que pessoalmente acho que existem músicas desta banda que sobrevalorizariam com um baixo mais activo.
Falando do segundo disco de originais "A Weekend In The City", posso dizer que nao veio superar "Silent Alarm", mas veio sem dúvida mostrar facetas mais electrónicas, até à altura nunca reveladas.
Quem nunca explorou esta banda aconselho a faze-lo, caso contrário estará a perder momentos de grande intensidade musical e letras de grande profundidade.