Como repararam foi à muito tempo que escrevi pela última vez no meu querido Pioneers, mas isso está a mudar.
Foi bastante motivador saber que as pessoas gostavam do meu blogue e, mais incentivador ainda, foi o facto de me pedirem para voltar por acreditarem realmente nisto.
Este post é para o Pedro Ramalhete e para a Penny. Obrigado.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Kaiser Chiefs - Para o mundo, mas com Leeds no coração!
Tudo começou quando um grupo de jovens e inexperientes músicos decidiu fazer música através de uma banda denominada de Parva. As coisas não correram muito bem, apesar de tudo, mantiveram durante algum tempo uma ligação fantoche a uma editora, da qual ansiavam ver-se libertos. Esse desejo concretizou-se m 2003 e, a partir daí dedicaram-se ao estilo que mais amavam,o Indie, e fizeram-no sob o nome de Kaiser Chiefs, que estes dizem ter sido escolhido devido a uma equipa australiana de futebol, desporto do qual são assumidos adeptos.Em 2005, sai para as lojas um albúm que considero simplesmente fantástico, "Employment" era o seu nome. Indie de festa, complementado com intensas baterias, virtuosos teclados e atrevidas apostas vocais. É sem dúvida um dos grandes albúms na indústria alternativa dos últimos anos.
Depois de passagens por Glastonbury e por toda a Europa, esperava-se então o albúm da confirmação, nome que infelizmente não pode ser dado ao segundo albúm desta banda, na minha opnião.
"Yours Truly, Angry Mob" é lançado em 2007 acompanhado do single de apresentação "Ruby", tema que foi extremamente bem acolhido por o público e que ecoou por muito tempo na cabeça dos fãs. Este albúm não correspondeu às espectativas de muitos fãs, incluindo eu, na medida em que não veio acrescentar muito ao reportório da banda, a não ser uma clara evolução instrumental . Não sendo um mau albúm, deixa muito apetite para ver novo material da banda, mais propriamente o terceiro albúm, vulgarmente chamado de albúm da consagração.
Apesar de tudo, são sem dúvida uma banda fenomenal e aconselho a todos a aparecer dia 6 de junho no Parque da Bela Vista para ver um concerto que promete não desiludir, já que nesse dia também actuam Muse(SIM! está para próximo um post sobre eles) e The Offspring.
De Leeds para o mundo, assim vai esta banda continuar a fascinar os amantes da música.

One HUndred Steps "Eyes Of Laura Mars"
Há muito que já confessei a minha paixão pela cena punk/hardcore/emocore portuguesa. Por este blog já passaram bandas como Tara Perdida ou More Than A Thousand, também de Setúbal chegam os talentosos One Hundred Steps.Este colectivo impõe claramente um Hardcore com traços de emocore que, transpirando musicalidade e melodia, agarra-nos do primeiro ao último segundo do seu EP de estreia "Eyes Of Laura Mars". Este trabalho e´, na minha opnião, um dos melhores que se tem feito ultimamente em Portugal, pois tendo o estilo acima já referido, explora-o com individualidade e qualidade, criando um som característico da banda. São certamente uma banda que aconselho a explorarem, principalmente para os fãs de More Than A Thousand e Easyway.
Aposto a cem por cento nesta banda e aguardo ansiosamente pelo seu albúm de estreia "Human Clouds" que sairá este verão. !!!ROCK ON!!!

Nota: 8/10
Nota: Dos melhores exemplares deste estilo que já ouvi. Prima em vozes melodiosas e agoniantes gores, nao esqueçendo um instrumental arrepiante e estremamente agradável.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Animal Collective "Há experiências que resultam!"

De Baltimore chega-nos uma das mais intressantes bandas da cena alternativa, os Animal Collective. Esta é uma daquelas bandas que, na minha opnião, ou se odeia ou se ama, sendo que a primeira opção é a mais comum pois nem toda a gente consegue captar a beleza e qualidade presente neste projecto experimental. Esta situação acaba por ser vantajosa, na medida em que cria uma sólida base de fãs que, embora pequena, apoia-os incondicionalmente e enche salas em ambientes únicos e intimistas que proporcionam concertos inesquecíveis. Para quem quiser explorar esta banda aconselho que nãõ faça só através da música "Peacebone" ou "Fireworks", pois a verdadeira éssência da banda não se revela aí. Aviso que eles iram estar em Lisboa dia 28 de Maio na Lux Frágil para um concerto que já se encontra esgotado, mas no dia próximo da hora do espectáculo ainda deve ser possível a sua compra. Este concerto terá como 1ª parte os talentosos Atlas Sound. Abraços e aparecam!
domingo, 4 de maio de 2008
Spoon "Indie Minimalista"
Todos gostamos de uma banda que preze por músicas complexas e infernais combinações instrumentais, mas desde já vos garanto que existe uma banda que, soltando três acordes, duas notas de baixo e uma básica bateria por música, é capaz de desenvolver um albúm extraordináriamente simples e eficaz. Falo dos americanos Spoon. Originários do Texas, esta banda pratica um indie minimalista que aposta principalmente num evidenciado baixo, acompanhado por uma simples bateria que vão sendo auxiliados por uma melodiosa guitarra e um alternativo combinado de teclas. Esta fórmula fez nascer um filho exemplar baptizado de "Ga Ga Ga Ga Ga". Este albúm veio melhorar o semi-impecável "Gimme Fiction", trazendo alegria e um Britt Daniel mais solto e arrojado, tentado a vomitar todo o seu talento.No passado dia de fevereiro, tive o prazer de assistir a um concerto desta banda que teve lugar na Aula Magna em Lisboa. Simples mas agradável, com um final demoniacamente arrepiante quando Britt decide explodir com raiva o sistema de cordas da sua guitarra. Tive a honra de conhecer pessoalmente o Britt e para além de ser uma pessoa super acessível, dá imenso valor aos fãs, algo raro nos dias de hoje. 

Nota: 7/10 Vamos ser um pouco mais complexos, sim?
Tara Perdida "Nada a esconder"

A cena punk rock portuguesa é conhecida por fortes e inabalávais mensagens transmitidas por potentes guitarras e intensas baterias. Uma das bandas que o melhor faz são, sem dúvida, os Tara Perdida.
Cada vez mais uma vincada influência para novos projectos deste género, esta banda deixou valiosos manuais de aprendizagem como "É ASSIM..." E "Lambe-Botas", que permanecem ainda na cabeça de muita gente.
Acabam de lançar o trabalho "Nada a esconder", albúm que na minha opnião não vem acrescentar muito ao bom reportório desta banda. Seguindo por caminhos claramente alcatroados pela comercialidade, o single de apresentação "Sentimento Ingénuo", deixa antever uma MTVização desta talentosa banda.
Apesar de isso o albúm não deixa de ser agradável e aconselho a sua compra, nem que mais não seja pelo dvd que com ele vem, resuscitando o concerto dos lisboetas na Vans Tour.
Nota: 6/10(embora seja uma das minhas bandas de eleiçãõ) sexta-feira, 2 de maio de 2008
Lostprophets- profecia indefinida

A junção de música Alternativa, Hard Rock, Metal e uma pequena, mas notável, vibração de Punk, resulta numa banda chamada Lostprophets. Fundada em 1997, na cidade de Pontypridd no País de Gales por dois membros da antiga banda de Hardcore Punk “Public Disturbance” (sendo eles o depois vocalista Ian Watkins e depois guitarrista Mike Lewis), têm, até aos dias de hoje, deliciado o mundo com o seu distante género musical, apreciado por muitos.
Entre 1997 e meados de 2000, depois da entrada de Lee Gaze na guitarra e do DJ Stezpak, a banda lançou várias registos de experiência, EP’s, agora raros, e conseguiu vários concertos pequenos em bares do seu país para espalharem a sua música. Rapidamente ficaram conhecidos e conseguiram um grande número de fãs. O primeiro demo conhecido deles é intitulado “Here Comes the Party” que apresentava faixas com vibrações de ska e metal, umas instrumentais e o vocalista Ian Watkins a cantar rap. Mais tarde a banda lançou dois EP’s sendo o primeiro chamado “Para Todas Las Putas Celosas” e o segundo “The fake sound of progress” (ambos já sem Ian a cantar rap). Depois de terem chamado a atenção a revistas, começaram a trabalhar no “The fake sound of progress” melhorando o som e assinaram contrato com a Visible Noise.
Lançaram o seu álbum de estreia “Thefakesoundofprogress” em Julho de 2000 e conseguiram captar surpreendentemente muita atenção á volta do mundo com músicas como “Kobrakai”, “Still Laughing”, “The Fake Sound Of Progress”, “Shinobi vs. The Dragon Ninja” entre outras (sendo as duas últimas feitas videoclips). Reparou-se que o som da banda evolui com a entrada de Stuart Richardson no baixo e Mike passando para a guitarra rítmica, pois neste álbum sente-se uma onda de rock a fluir pelos sons.
A banda obteve tanto sucesso que desde o lançamento do álbum até ao final de 2002 esteve a promovê-lo até que começaram a gravar novo material em 2003 e apresentando-o em vários concertos, obtendo críticas boas e excelente aceitação pelos fãs. O segundo álbum chamado “Start Something”, apresentou um estilo musical muitíssimo mais virado para um misto de Punk com Alternativo e se calhar pelo meio um pouco de instrumentalismo. O primeiro single a ser lançado do álbum foi “Burn Burn”, mas foi o segundo, lançado mais tarde, que agarrou por completo o mundo a esta banda e foi ele o “Last Train Home” que os fãs consideram mítica. A maioria dos fãs de hoje em dia começaram por conhecer os Lostprophets por esta música e o seu vídeo que capta a essência da juventude. Outras músicas conhecidas do álbum são “Last Summer”, “Hello Again” e “To Hell We Ride”.
Lançado em Junho de 2006 o single “Rooftops (A Liberation Broadcast)”, Lostprophets surpreenderam por completo a sua legião de fãs ao introduzirem á definição da banda música Alternativa pura e Hard Rock. O terceiro álbum “Liberation Transmission” foi lançado nesse mesmo mês e nele se encontram músicas poderosas como “A Town Called Hypocrisy” (sendo esta possivelmente a preferida dos fãs), “Everyday Combat”, “4:AM Forever” e “Can’t Catch Tomorrow”. Muitas das críticas que obtiveram sobre a comparação feita entre o segundo e o terceiro álbum, foi que ambos os álbuns tinham energias diferentes, tanto ao vivo como em CD o que de facto é verdade. Não se pode comparar mas pode-se afirmar que de certeza que ambos os álbuns são em si excelentes.
Até hoje a banda tem andado em digressão a promover o álbum, mas já a meio de 2007 começaram a trabalhar em novas músicas que apresentaram ao vivo em concerto. O seu som parece-se virar mais para Rock Alternativo e Metal e banda afirmou que quer este álbum tenha um som mais “escuro” e “nojento”. Estas novas músicas já gravadas irão ser postas no quarto álbum da banda que irá ser lançado no Verão de 2008, ainda sem título. Tudo o que temos a antecipar é a energia única que esta banda pode trazer aos palcos e um álbum recheado de novas músicas para desfrutarmos. O público espera ansiosamente.
Únicos e intensos, assim caminham os Lostprophets para a consagração.
Entre 1997 e meados de 2000, depois da entrada de Lee Gaze na guitarra e do DJ Stezpak, a banda lançou várias registos de experiência, EP’s, agora raros, e conseguiu vários concertos pequenos em bares do seu país para espalharem a sua música. Rapidamente ficaram conhecidos e conseguiram um grande número de fãs. O primeiro demo conhecido deles é intitulado “Here Comes the Party” que apresentava faixas com vibrações de ska e metal, umas instrumentais e o vocalista Ian Watkins a cantar rap. Mais tarde a banda lançou dois EP’s sendo o primeiro chamado “Para Todas Las Putas Celosas” e o segundo “The fake sound of progress” (ambos já sem Ian a cantar rap). Depois de terem chamado a atenção a revistas, começaram a trabalhar no “The fake sound of progress” melhorando o som e assinaram contrato com a Visible Noise.

Lançaram o seu álbum de estreia “Thefakesoundofprogress” em Julho de 2000 e conseguiram captar surpreendentemente muita atenção á volta do mundo com músicas como “Kobrakai”, “Still Laughing”, “The Fake Sound Of Progress”, “Shinobi vs. The Dragon Ninja” entre outras (sendo as duas últimas feitas videoclips). Reparou-se que o som da banda evolui com a entrada de Stuart Richardson no baixo e Mike passando para a guitarra rítmica, pois neste álbum sente-se uma onda de rock a fluir pelos sons.
A banda obteve tanto sucesso que desde o lançamento do álbum até ao final de 2002 esteve a promovê-lo até que começaram a gravar novo material em 2003 e apresentando-o em vários concertos, obtendo críticas boas e excelente aceitação pelos fãs. O segundo álbum chamado “Start Something”, apresentou um estilo musical muitíssimo mais virado para um misto de Punk com Alternativo e se calhar pelo meio um pouco de instrumentalismo. O primeiro single a ser lançado do álbum foi “Burn Burn”, mas foi o segundo, lançado mais tarde, que agarrou por completo o mundo a esta banda e foi ele o “Last Train Home” que os fãs consideram mítica. A maioria dos fãs de hoje em dia começaram por conhecer os Lostprophets por esta música e o seu vídeo que capta a essência da juventude. Outras músicas conhecidas do álbum são “Last Summer”, “Hello Again” e “To Hell We Ride”.
Lançado em Junho de 2006 o single “Rooftops (A Liberation Broadcast)”, Lostprophets surpreenderam por completo a sua legião de fãs ao introduzirem á definição da banda música Alternativa pura e Hard Rock. O terceiro álbum “Liberation Transmission” foi lançado nesse mesmo mês e nele se encontram músicas poderosas como “A Town Called Hypocrisy” (sendo esta possivelmente a preferida dos fãs), “Everyday Combat”, “4:AM Forever” e “Can’t Catch Tomorrow”. Muitas das críticas que obtiveram sobre a comparação feita entre o segundo e o terceiro álbum, foi que ambos os álbuns tinham energias diferentes, tanto ao vivo como em CD o que de facto é verdade. Não se pode comparar mas pode-se afirmar que de certeza que ambos os álbuns são em si excelentes.
Até hoje a banda tem andado em digressão a promover o álbum, mas já a meio de 2007 começaram a trabalhar em novas músicas que apresentaram ao vivo em concerto. O seu som parece-se virar mais para Rock Alternativo e Metal e banda afirmou que quer este álbum tenha um som mais “escuro” e “nojento”. Estas novas músicas já gravadas irão ser postas no quarto álbum da banda que irá ser lançado no Verão de 2008, ainda sem título. Tudo o que temos a antecipar é a energia única que esta banda pode trazer aos palcos e um álbum recheado de novas músicas para desfrutarmos. O público espera ansiosamente.
Únicos e intensos, assim caminham os Lostprophets para a consagração.

Este texto foi escrito por Bruno Silva, grande amante de música como eu.
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